11.26.2006

Poesia: Rumos sem desvios

Rumos sem desvios

Encastelado em pilares de ouro
No sustento recíproco de uma base maciça
Me equilibro nos arautos píncaros do céu,
Onde aberto em mil pétalas
Reluz o divino e o representa
Em adornos capazes de testemunhar
O belo nas coisas auspiciosas.
Remove em chamas qualquer distorção
na conduta, no sentir ou no pensar;
Porque no seu rumo, não existem desvios
Os desvios é que se travestem de seu rumo,
Mas são sempre desviados a tempo
De não continuarem a persistir
Sem a perseverança de teu rumo
Posto, que sendo infinito e eterno

Vibra na senda correta.

Alexandre Trino