1.11.2007

Abraham Lincoln: Liberdade


“Sempre pensei que todos os homens deveriam ser livres, entretanto se tivesse que haver escravos, deveriam ser primeiro aqueles que desejam ser escravizados, e em segundo lugar, aqueles que desejam a escravidão aos outros. Quando escuto alguém defendendo a escravidão, sinto um forte impulso de ver aquilo ocorrendo aquela pessoa”.

O governo de Lincoln foi fundamental para a libertação dos negros americanos. Para ele, um país livre não podia viver com homens escravizados. A liberdade é o combustível para o funcionamento da democracia. Sem liberdade, uma instituição democrática torna-se hipócrita e questionável. A liberdade, o trabalho e a justiça eram conceitos interligados em sua filosofia.
Muitos questionaram a falta de liberdade individual para poder escravizar outras pessoas. Apesar, de considerar a liberdade um princípio claro na declaração dos direitos do homem, Lincoln precisou encarar essa situação. Afinal, uma sociedade que se propõe a ser livre, precisa aprender a exercer a liberdade individual e coletiva, abrir para o diálogo e o esclarecimento. Só com a consciência esclarecida da opinião pública ele poderia obter o apoio da maioria, libertar os escravos e preservar a união.
A união de um país se dá através de uniões sociais menores de grupos, associações e principalmente da família. Através do esclarecimento das regras, a constituição pode se fazer representante do povo, mantê-lo unido e consciente das questões nacionais. Para Lincoln, a união nacional só pode existir com igualdade. Enquanto houver diferenças no tratamento que o estado tem para um ou outro cidadão, a democracia não estará plenamente estabelecida.
Mais informações:
http://www.mrlincolnandfreedom.org
“Sem rancores de ninguém, e com compaixão por todos, com a convicção que Deus nos deu para ver a verdade, vamos nos unir para terminar esse trabalho, curar as feridas da nação, cuidar dela que nasceu dessa batalha, e de seus órfãos. Fazer tudo para atingir um final pacífico para todos nós e para com todas as nações”. Lincoln's Second Inaugural Address, March 4, 1865.