1.12.2007

Abraham Lincoln: Liberdade 02

“A maioria dos governos se apóia na declaração direitos universais do homem, como eu me apoio. Em parte, os nossos direitos começam, afirmando esses direitos. Dizem que alguns homens são ignorantes e fracos para dividir o governo. Possivelmente é verdade, e o sistema faz todo o possível para mantê-los ignorantes e fracos. Nós nos propomos a dar a todos eles uma chance, esperamos que os fracos cresçam fortes, os ignorantes, sábios. E todos se tornem melhores, mais felizes e unidos”.

Dividir, compartilhar eram atos básicos para Lincoln. Um tema como a abolição da escravidão não seria bem resolvido com apenas um decreto presidencial. Era preciso antes dialogar entre as partes, para que se pudesse chegar a um entendimento, ainda que acreditasse na sua opinião como a verdadeira. Por isso, ele evitou a guerra o máximo que pôde, e convidou os representantes sulistas ao diálogo.
O diálogo, a mesma ferramenta utilizada por Sócrates, foi a forma como ele conquistou a opinião pública. O sentimento de igualdade que o diálogo abria, fez com que Lincoln ganhasse a confiança do povo. Um país onde o governo ouve e estuda as opiniões é um exercício de democracia. Na sua definição, um governo do povo e para o povo.

“Uma casa dividida ao meio não pode permanecer de pé. Eu acredito que um governo não pode suportar uma meia-escravidão e uma meia-liberdade. Não espero que a União seja dissolvida. Não espero que a casa desabe. Mas espero que essa divisão termine. E isso deve se tornar um todo de uma metade ou da outra”. Lincoln's 'House-Divided' Speech in Springfield, Illinois, June 16, 1858.