Mahabharata: Cap. 06
Vyasa seguia com os olhos a jovem que ia e vinha, sobre as margens do rio. E disse então:
- Kunti possui um mantra, um poder mágico dado por um poderoso eremita para recompensá-la por tê-lo bem servido, quando tinha apenas quinze anos.
- Que poder lhe dá esse mantra? – perguntou o menino.
- O poder de invocar um deus, à sua vontade, e de ter dele um filho.
- Ela já o pôs à prova? – indagou Shri Ganesha, sem parar de anotar o poema com sua presa por nem um instante.
- Estou certo que sim. Como não ceder à curiosidade? Tão logo ganhou seu mantra, ainda jovem, ela invocou um deus. O sol.
E o sol apareceu. Kunti estremeceu. Uma luz clara a envolvia, não deixando aparecer nenhuma sombra sobre a terra.
- Tu me invocaste e eu vim. – disse-lhe o sol.
Ela tentou explicar que se tratava de um engano, queria apenas experimentar o mantra. Porém, não se incomodava o sol inutilmente, e ele decidiu dar-lhe um filho. Ela desesperou-se:
- Mas não posso, estou intacta! Volta para o céu! É preciso sempre defender as mulheres, mesmo as culpadas.
- Kunti, não posso retirar-me. Terás um filho e asseguro-te que tua virgindade permanecerá intacta. Acalma teu temor.
Uma luz a envolveu. Quando deu por si, o sol já havia retornado ao céu, e ao lado dela estava uma criança brilhante, que usava uma couraça de ouro. Seu nome era Karna.
- Por que essa tristeza nos olhos de Kunti? – perguntou o menino.
Kunti ficou amedrontada com o nascimento de karna. Consciente de haver cometido uma falta grave, separou-se de seu filho. Incapaz, pela idade, de imaginar a conseqüência desse gesto, abandonou-o num cesto, na correnteza do rio. Não muito longe, um cocheiro o recolheu e o criou.
- Nós o reveremos?
- Nós o reveremos com freqüência. De meus heróis, ele é o mais radiante e o mais sombrio. Será chamado e chamar-se-á a si próprio o filho do cocheiro.
Próxima quinta... A Maldição de Pandu
- Kunti possui um mantra, um poder mágico dado por um poderoso eremita para recompensá-la por tê-lo bem servido, quando tinha apenas quinze anos.
- Que poder lhe dá esse mantra? – perguntou o menino.
- O poder de invocar um deus, à sua vontade, e de ter dele um filho.
- Ela já o pôs à prova? – indagou Shri Ganesha, sem parar de anotar o poema com sua presa por nem um instante.
- Estou certo que sim. Como não ceder à curiosidade? Tão logo ganhou seu mantra, ainda jovem, ela invocou um deus. O sol.
E o sol apareceu. Kunti estremeceu. Uma luz clara a envolvia, não deixando aparecer nenhuma sombra sobre a terra.
- Tu me invocaste e eu vim. – disse-lhe o sol.
Ela tentou explicar que se tratava de um engano, queria apenas experimentar o mantra. Porém, não se incomodava o sol inutilmente, e ele decidiu dar-lhe um filho. Ela desesperou-se:
- Mas não posso, estou intacta! Volta para o céu! É preciso sempre defender as mulheres, mesmo as culpadas.
- Kunti, não posso retirar-me. Terás um filho e asseguro-te que tua virgindade permanecerá intacta. Acalma teu temor.
Uma luz a envolveu. Quando deu por si, o sol já havia retornado ao céu, e ao lado dela estava uma criança brilhante, que usava uma couraça de ouro. Seu nome era Karna.
- Por que essa tristeza nos olhos de Kunti? – perguntou o menino.
Kunti ficou amedrontada com o nascimento de karna. Consciente de haver cometido uma falta grave, separou-se de seu filho. Incapaz, pela idade, de imaginar a conseqüência desse gesto, abandonou-o num cesto, na correnteza do rio. Não muito longe, um cocheiro o recolheu e o criou.
- Nós o reveremos?
- Nós o reveremos com freqüência. De meus heróis, ele é o mais radiante e o mais sombrio. Será chamado e chamar-se-á a si próprio o filho do cocheiro.
Próxima quinta... A Maldição de Pandu

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