Mahabharata: Cap. 04
Vyasa, Shri Ganesha e o menino viram um cortejo fúnebre que avançava em direção ao rio, em cuja margem erguia-se uma fogueira. Os servos levavam o corpo. Satyavati seguia em prantos, acompanhada por Bhishma e a as duas princesas agora viúvas.
- O jovem rei morreu. – disse Vyasa.
- Sem filhos, sem descendentes! – exclamou o menino.
Os três caminharam em direção à pira que estava sendo acesa.
- Mas então, sem filhos, essa narrativa não pode continuar. – disse Shri Ganesha.
Bhishma aproximou-se deles, saudou os três. E perguntou a Vyasa:
- E agora, quem poderá gerar esses filhos?
- Ora Bhishma, tu mesmo! – gritou Shri Ganesha. – És o único homem da família. Esqueça teu voto pelo menos uma vez.
- Não. Longas noites lutei contra a tentação e triunfei. Hoje, tenho quase cinqüenta anos. Quebrar esse voto seria matar meu espírito. Não quero mais uma palavra sobre isso.
Shri Ganesha fechou o livro, colocou a presa no lugar e preparou-se para ir embora:
- Assim, o grande poema do mundo está terminado.
Satyavati o deteve. Estendeu a mão para Shri Ganesha e disse:
- Não te vás. Vyasa, tu mesmo deves fazer isso.
- A rainha tem razão. Vyasa é seu primeiro filho, ele é da família. – disse Bhishma.
- Se as princesas suportarem seu cheiro azedo e seu corpo enlameado, os filhos que terão serão admiráveis. Meu filho, o destino de toda uma raça depende de ti, agora. Vá, continua tua obra.
Vyasa concordou, e assim, partiram ele e a mãe para o palácio, onde iria encontrar com as viúvas.
Continua ano que vem...
"Vyasa prossegue"
- O jovem rei morreu. – disse Vyasa.
- Sem filhos, sem descendentes! – exclamou o menino.
Os três caminharam em direção à pira que estava sendo acesa.
- Mas então, sem filhos, essa narrativa não pode continuar. – disse Shri Ganesha.
Bhishma aproximou-se deles, saudou os três. E perguntou a Vyasa:
- E agora, quem poderá gerar esses filhos?
- Ora Bhishma, tu mesmo! – gritou Shri Ganesha. – És o único homem da família. Esqueça teu voto pelo menos uma vez.
- Não. Longas noites lutei contra a tentação e triunfei. Hoje, tenho quase cinqüenta anos. Quebrar esse voto seria matar meu espírito. Não quero mais uma palavra sobre isso.
Shri Ganesha fechou o livro, colocou a presa no lugar e preparou-se para ir embora:
- Assim, o grande poema do mundo está terminado.
Satyavati o deteve. Estendeu a mão para Shri Ganesha e disse:
- Não te vás. Vyasa, tu mesmo deves fazer isso.
- A rainha tem razão. Vyasa é seu primeiro filho, ele é da família. – disse Bhishma.
- Se as princesas suportarem seu cheiro azedo e seu corpo enlameado, os filhos que terão serão admiráveis. Meu filho, o destino de toda uma raça depende de ti, agora. Vá, continua tua obra.
Vyasa concordou, e assim, partiram ele e a mãe para o palácio, onde iria encontrar com as viúvas.
Continua ano que vem...
"Vyasa prossegue"

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