Mahabharata: Cap. 03
Bhishma havia jurado nunca conhecer o amor de uma mulher, e como recompensa recebeu o poder de morrer no dia em que ele próprio escolhesse. O menino, que ouvia a história ditada pelo sábio Vyasa, estava fascinado:
- E isso é possível?
- Era possível naquele tempo. – respondeu Shri Ganesha, molhando a presa no tinteiro. Vyasa retomou a narrativa.
Shantanu e Satyavati tiveram dois filhos. O primeiro morreu em combate, depois morreu Shantanu. Só restando um filho, franzino e de pouca saúde. Quando este atingiu a idade de casar-se, Bhishma decidiu conquistar-lhe uma esposa. Afinal, era necessário força e destreza, para superar os adversários e vencer um torneio no qual se recebia a mão de uma princesa. Na verdade, Bhishma retornou com três esposas.
Ao retornar para Hastinapura, Bhishma percebeu que uma das princesas, Amba, chorava em silêncio. Ele indagou o motivo da tristeza e ela respondeu:
- Antes desse torneio no qual me ganhaste, eu já havia escolhido meu esposo em segredo. É o rei Salva, ele também me ama. Por favor, deixa-me ir ao seu encontro.
Bhishma colocava acima de tudo a justiça, esse desígnio de viver segundo a lei universal, segundo o dharma. Assim, respondeu após uma breve reflexão:
- É justo, Amba. Podes partir.
Ela partiu imediatamente para junto do homem que considerava seu esposo. Entretanto, ele a recusou.
- Bhishma te conquistou. Não posso deixar em meu palácio uma mulher que pertence a outro. E eu temo a Bhishma, ele é muito poderoso.
- Ele não me tocou, e me libertou.
- Vá embora, pra mim tu não existes mais.
Amba não insistiu, o medo de Salva, fez por desaparecer o amor que residia no coração da jovem. Sem lugar para onde ir, voltou para Bhishma e pediu a ele que a desposasse. Todavia, Bishma contou-lhe seu voto, e a declarou livre. Ao que Amba respondeu energicamente:
- Ouve o que farei: andarei sempre em frente, em farrapos, mendigando, e não terei outro pensamento senão o de encontrar alguém que se bata contra ti e te mate. Não me esqueças Bhishma, carrego tua morte.
Vyasa franziu a testa. Bhishma era teoricamente imortal, mas e agora? O menino olhou para a floresta, viu ao longe uma moça que andava a paços largos. Sumiu, sem olhar para trás.
Continua na próxima quinta: O fim do Poema?
- E isso é possível?
- Era possível naquele tempo. – respondeu Shri Ganesha, molhando a presa no tinteiro. Vyasa retomou a narrativa.
Shantanu e Satyavati tiveram dois filhos. O primeiro morreu em combate, depois morreu Shantanu. Só restando um filho, franzino e de pouca saúde. Quando este atingiu a idade de casar-se, Bhishma decidiu conquistar-lhe uma esposa. Afinal, era necessário força e destreza, para superar os adversários e vencer um torneio no qual se recebia a mão de uma princesa. Na verdade, Bhishma retornou com três esposas.
Ao retornar para Hastinapura, Bhishma percebeu que uma das princesas, Amba, chorava em silêncio. Ele indagou o motivo da tristeza e ela respondeu:
- Antes desse torneio no qual me ganhaste, eu já havia escolhido meu esposo em segredo. É o rei Salva, ele também me ama. Por favor, deixa-me ir ao seu encontro.
Bhishma colocava acima de tudo a justiça, esse desígnio de viver segundo a lei universal, segundo o dharma. Assim, respondeu após uma breve reflexão:
- É justo, Amba. Podes partir.
Ela partiu imediatamente para junto do homem que considerava seu esposo. Entretanto, ele a recusou.
- Bhishma te conquistou. Não posso deixar em meu palácio uma mulher que pertence a outro. E eu temo a Bhishma, ele é muito poderoso.
- Ele não me tocou, e me libertou.
- Vá embora, pra mim tu não existes mais.
Amba não insistiu, o medo de Salva, fez por desaparecer o amor que residia no coração da jovem. Sem lugar para onde ir, voltou para Bhishma e pediu a ele que a desposasse. Todavia, Bishma contou-lhe seu voto, e a declarou livre. Ao que Amba respondeu energicamente:
- Ouve o que farei: andarei sempre em frente, em farrapos, mendigando, e não terei outro pensamento senão o de encontrar alguém que se bata contra ti e te mate. Não me esqueças Bhishma, carrego tua morte.
Vyasa franziu a testa. Bhishma era teoricamente imortal, mas e agora? O menino olhou para a floresta, viu ao longe uma moça que andava a paços largos. Sumiu, sem olhar para trás.
Continua na próxima quinta: O fim do Poema?

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