O Louco: Cap.I
Chove torrencialmente. As nuvens passam como um grande estouro de elefantes. Os raios cortam o céu num espetáculo apocalíptico. O vento brinca de correr e leva consigo as roupas dos varais. E assim ela vem, impiedosa e vigorosa, a chuva não encontra obstáculos capaz de detê-la.
“Isso deveria ajudar”, pensa Selma. Mas não. Assim como a tempestade aprisiona os moradores do cortiço dentro de seus pequenos cômodos, Selma se encontra presa dentro de seu carro. A chuva seqüestra seus pensamentos, e a faz refém da longa jornada que a levou até ali. Ela mantém as mãos presas ao volante e o carro ligado.
- Você não precisa fazer isso. Vá embora. – pensa. Um raio mais violento se desgarra de seus irmãos e brilha diante dela. – O que eu estou fazendo aqui?
Uma lata de lixo cai perto do carro. Selma olha pelo retrovisor. Não passa de um bêbado tentando encontrar um esconderijo para fugir ao bombardeio que vem do céu. Selma procura o celular dentro da bolsa, num gesto automático, confere se há chamadas não atendidas. Mantém o aparelho ligado como se esperasse uma ligação. “Você não pode ter medo dele. Olhe pra você, acredite em você mesma”.
O celular é levemente abandonado no painel, ele parece olhá-la como uma criança de rua. Selma respira fundo, passa a mão nos cabelos castanhos. Com a expressão cansada das últimas noites mal-dormidas, procura um cigarro na bolsa. O maço está vazio. Encontra o bloco de anotações, folheia algumas páginas e uma em especial a detêm:
“O homem mais sábio da terra”.
“Isso deveria ajudar”, pensa Selma. Mas não. Assim como a tempestade aprisiona os moradores do cortiço dentro de seus pequenos cômodos, Selma se encontra presa dentro de seu carro. A chuva seqüestra seus pensamentos, e a faz refém da longa jornada que a levou até ali. Ela mantém as mãos presas ao volante e o carro ligado.
- Você não precisa fazer isso. Vá embora. – pensa. Um raio mais violento se desgarra de seus irmãos e brilha diante dela. – O que eu estou fazendo aqui?
Uma lata de lixo cai perto do carro. Selma olha pelo retrovisor. Não passa de um bêbado tentando encontrar um esconderijo para fugir ao bombardeio que vem do céu. Selma procura o celular dentro da bolsa, num gesto automático, confere se há chamadas não atendidas. Mantém o aparelho ligado como se esperasse uma ligação. “Você não pode ter medo dele. Olhe pra você, acredite em você mesma”.
O celular é levemente abandonado no painel, ele parece olhá-la como uma criança de rua. Selma respira fundo, passa a mão nos cabelos castanhos. Com a expressão cansada das últimas noites mal-dormidas, procura um cigarro na bolsa. O maço está vazio. Encontra o bloco de anotações, folheia algumas páginas e uma em especial a detêm:
“O homem mais sábio da terra”.

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