O Louco: Cap.II
Selma atravessa um longo corredor branco paralelo a um belo gramado. A tarde de primavera deixa o ar leve. Apesar da atmosfera agradável, Selma está tensa. Ela se aproxima de um senhor de idade, adornado por uma vasta cabeleira e uma longa barba tão brancas quanto a túnica que veste. O homem é cego de nascença, mas mantém o sincero sorriso nos lábios.
O homem tem diante de si, alguns poucos que se vestem como ele, são seus ouvintes. Todavia, estes não transmitem a mesma serenidade, parecem viajantes, que mesmo presentes têm suas mentes distantes na longa viagem que vão ou que acabaram de fazer. Um rapaz forte que acompanha Selma por aquela casa diz:
- Este é o sujeito. – e em tom bem alto pronuncia – Veja, é o homem mais sábio da terra.
Selma olha o rapaz, ele sorri debochadamente e se afasta. O velho cego não se incomoda e prossegue seu sermão vespertino:
- Um velho vestido de branco sobe uma montanha bem alta e encontra ele mesmo, vestido de vermelho, chegando pelo outro extremo. Bom dia para você, irmão. Ele diz. Porém, o de vermelho nada responde. O velho vestido de branco diz então, parece que você está de mau humor hoje. Ao que o de vermelho responde, estou sim. Ultimamente tenho sido confundido com você. Chamam-me pelo seu nome e me tratam como se eu fosse você, e isso me aborrece muito. E o de branco diz, eu também tenho sido tomado por você. O velho de vermelho vira de costas e sai gritando: humanos estúpidos e insensíveis, bando de corvos e asnos. Não sabem discernir nem mesmo um palmo diante dos olhos.
O velho parou, sorriu na direção de Selma.
- Jasmim. Suave. Irmãos, deixem-me a sós com essa senhorita. Por certo, ela deseja desmascarar-me, mal sabe ela que já não tenho mais nenhuma máscara sobrando.
As pessoas saem, alguns cumprimentam Selma. Ela os evita com o olhar.
- Estamos nus, mas não doentes. Sente-se. – disse o velho, oferecendo-lhe um lugar próximo ao banco no qual estava.
- Senhor, vim saber qual era sua relação com o Louco? – perguntou Selma secamente.
O homem tem diante de si, alguns poucos que se vestem como ele, são seus ouvintes. Todavia, estes não transmitem a mesma serenidade, parecem viajantes, que mesmo presentes têm suas mentes distantes na longa viagem que vão ou que acabaram de fazer. Um rapaz forte que acompanha Selma por aquela casa diz:
- Este é o sujeito. – e em tom bem alto pronuncia – Veja, é o homem mais sábio da terra.
Selma olha o rapaz, ele sorri debochadamente e se afasta. O velho cego não se incomoda e prossegue seu sermão vespertino:
- Um velho vestido de branco sobe uma montanha bem alta e encontra ele mesmo, vestido de vermelho, chegando pelo outro extremo. Bom dia para você, irmão. Ele diz. Porém, o de vermelho nada responde. O velho vestido de branco diz então, parece que você está de mau humor hoje. Ao que o de vermelho responde, estou sim. Ultimamente tenho sido confundido com você. Chamam-me pelo seu nome e me tratam como se eu fosse você, e isso me aborrece muito. E o de branco diz, eu também tenho sido tomado por você. O velho de vermelho vira de costas e sai gritando: humanos estúpidos e insensíveis, bando de corvos e asnos. Não sabem discernir nem mesmo um palmo diante dos olhos.
O velho parou, sorriu na direção de Selma.
- Jasmim. Suave. Irmãos, deixem-me a sós com essa senhorita. Por certo, ela deseja desmascarar-me, mal sabe ela que já não tenho mais nenhuma máscara sobrando.
As pessoas saem, alguns cumprimentam Selma. Ela os evita com o olhar.
- Estamos nus, mas não doentes. Sente-se. – disse o velho, oferecendo-lhe um lugar próximo ao banco no qual estava.
- Senhor, vim saber qual era sua relação com o Louco? – perguntou Selma secamente.

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