Mahabharata: Cap. 02
O Primeiro Voto
Vyasa contou sobre o rei Shantanu e seu reinado de glória, sem atribulações nem miséria. Dizia-se que era amado pelos deuses, e que a deusa Ganga, a divindade do rio, havia dado-lhe um filho, Bhishma. O filho perfeito. Nasceu armado, invencível e sábio. Todos o amavam e viam nele um futuro rei glorioso. Shantanu passeava quase todos os dias às margens do rio. Até que encontrou Satyavati, filha do rei dos pescadores.
- Tua mãe? – perguntou o menino que acompanhava a história ditada pelo sábio Vyasa e escrita por Shri Ganesha.
- Certamente. – respondeu Vyasa. Shri Ganseha deu um sorriso e pediu ao sábio que continuasse sua narrativa.
Shantanu ficou inebriado com o perfume da moça e disse: - Há anos vivo sozinho cuidando do meu povo. Mas hoje, seu perfume me encanta. Satyavati sê minha esposa.
Ela ficou muito feliz, mas de acordo com as leis, Shantanu precisou ir primeiro pedir ao pai dela para que lhe desse a mão da filha em casamento. O pescador concordou, mas só fez um pedido:
- Exijo uma única promessa: o filho que tiverem será rei, depois de ti.
Shantanu tentou argumentar que já tinha um filho, Bhishma, e que ele seria o rei. Entretanto, o pai de Satyavati não quis conversa e o mandou embora. Shantanu voltou triste para Hastinapura, sua capital, e ficou abatido por alguns dias.
Bhishma percebeu sua tristeza e ao saber o motivo, foi conversar com o rei dos pescadores:
- Estás matando meu pai.
- Bhishma, tu és um grande filho, o primeiro entre os heróis. Ninguém te resiste, e os inimigos somem diante de ti. Mas se minha filha casar com teu pai, terão filhos e serão teus rivais e tu os detestarás.
Bhsihma compreendeu os argumentos do velho pescador. Depois de uma breve reflexão, declarou:
- Dou te minha palavra que o filho que nascer de tua filha será nosso rei, pois eu renuncio ao trono.
Satyavati estava radiante, já se via rainha. Mas o rei considerou um pouco mais:
- Falo-te com o coração de um pai. Presta atenção. Não duvido de ti, mas um dia terás filhos. E eles seguirão tua promessa? Serão fortes como tu, podem desejar conquistar o poder a força.
- Compreendo-te. – disse Bhishma – Para evitar qualquer briga e por amor a meu pai, pronunciarei a renúncia suprema. Escutem-me alto e claro: juro que jamais conhecerei o amor de uma mulher.
Ele repetiu mais uma vez. Shri Ganesha e o menino olharam para o céu, os deuses cantavam e os anjos jogavam flores sobre a terra. O próprio Bhishma levou Satyavati para o palácio de seu pai.
Continua na próxima quinta. Cap. 3 "O juramento de Amba"
Vyasa contou sobre o rei Shantanu e seu reinado de glória, sem atribulações nem miséria. Dizia-se que era amado pelos deuses, e que a deusa Ganga, a divindade do rio, havia dado-lhe um filho, Bhishma. O filho perfeito. Nasceu armado, invencível e sábio. Todos o amavam e viam nele um futuro rei glorioso. Shantanu passeava quase todos os dias às margens do rio. Até que encontrou Satyavati, filha do rei dos pescadores.
- Tua mãe? – perguntou o menino que acompanhava a história ditada pelo sábio Vyasa e escrita por Shri Ganesha.
- Certamente. – respondeu Vyasa. Shri Ganseha deu um sorriso e pediu ao sábio que continuasse sua narrativa.
Shantanu ficou inebriado com o perfume da moça e disse: - Há anos vivo sozinho cuidando do meu povo. Mas hoje, seu perfume me encanta. Satyavati sê minha esposa.
Ela ficou muito feliz, mas de acordo com as leis, Shantanu precisou ir primeiro pedir ao pai dela para que lhe desse a mão da filha em casamento. O pescador concordou, mas só fez um pedido:
- Exijo uma única promessa: o filho que tiverem será rei, depois de ti.
Shantanu tentou argumentar que já tinha um filho, Bhishma, e que ele seria o rei. Entretanto, o pai de Satyavati não quis conversa e o mandou embora. Shantanu voltou triste para Hastinapura, sua capital, e ficou abatido por alguns dias.
Bhishma percebeu sua tristeza e ao saber o motivo, foi conversar com o rei dos pescadores:
- Estás matando meu pai.
- Bhishma, tu és um grande filho, o primeiro entre os heróis. Ninguém te resiste, e os inimigos somem diante de ti. Mas se minha filha casar com teu pai, terão filhos e serão teus rivais e tu os detestarás.
Bhsihma compreendeu os argumentos do velho pescador. Depois de uma breve reflexão, declarou:
- Dou te minha palavra que o filho que nascer de tua filha será nosso rei, pois eu renuncio ao trono.
Satyavati estava radiante, já se via rainha. Mas o rei considerou um pouco mais:
- Falo-te com o coração de um pai. Presta atenção. Não duvido de ti, mas um dia terás filhos. E eles seguirão tua promessa? Serão fortes como tu, podem desejar conquistar o poder a força.
- Compreendo-te. – disse Bhishma – Para evitar qualquer briga e por amor a meu pai, pronunciarei a renúncia suprema. Escutem-me alto e claro: juro que jamais conhecerei o amor de uma mulher.
Ele repetiu mais uma vez. Shri Ganesha e o menino olharam para o céu, os deuses cantavam e os anjos jogavam flores sobre a terra. O próprio Bhishma levou Satyavati para o palácio de seu pai.
Continua na próxima quinta. Cap. 3 "O juramento de Amba"

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