O Louco: Cap.VI
- Tudo certo, pode ir. – diz o delegado. Selma se levanta, mas ele a repreende. – Eu falei com o cabo Reis. A senhorita fica.
O policial sai da sala às pressas, no mesmo estilo em que entrou. Não sem antes mostrar uma pitada de sarcasmo no sorriso dirigido a Selma.
- Pai! Quer parar de me tratar como uma menininha!
- Selma, minha filha. Eu sei que você é uma excelente policial, uma detetive incrível, que conferiu todas as fontes possíveis, acompanhou todo o caso, tudo. Mas esse Louco é perigoso. Eu não quero encontrar minha filha, a minha melhor policial, num saco de lixo.
- Pai, esse cara nunca esteve tão perto. Eu venho me dedicando nisso há semanas...
- Imagina como o Carlos ia ficar?
Selma se mexe agitada. Esse nome não veio numa boa hora.
- Bom sujeito esse Carlos. Gostei dele, leva ele pra jantar lá em casa um dia desses. Agora, pode voltar ao trabalho.
Ela caminha pesadamente em direção a porta. Parece matar seus próprios pensamentos a cada passo. E antes de sair, o delegado fala:
- Selma, espere a minha ligação. Nada de heroísmo, você só entra lá com cobertura.
Selma confere mais uma vez o celular. A chuva não dá trégua. O bêbado reaparece cambaleando não muito distante. Os bêbados parecem que estão cegos.
- Desde quando está cego?
- Desde que nasci. – responde o homem mais sábio da Terra.
- E o que fez da vida? – indaga Selma.
Colocando a mão sobre o peito, o velho sorri e responde.
- Contemplo todos esses sóis, essas luas e estrelas.
Selma guarda o celular na bolsa, e põe a bolsa no porta luvas. Desliga o carro e desce.
O policial sai da sala às pressas, no mesmo estilo em que entrou. Não sem antes mostrar uma pitada de sarcasmo no sorriso dirigido a Selma.
- Pai! Quer parar de me tratar como uma menininha!
- Selma, minha filha. Eu sei que você é uma excelente policial, uma detetive incrível, que conferiu todas as fontes possíveis, acompanhou todo o caso, tudo. Mas esse Louco é perigoso. Eu não quero encontrar minha filha, a minha melhor policial, num saco de lixo.
- Pai, esse cara nunca esteve tão perto. Eu venho me dedicando nisso há semanas...
- Imagina como o Carlos ia ficar?
Selma se mexe agitada. Esse nome não veio numa boa hora.
- Bom sujeito esse Carlos. Gostei dele, leva ele pra jantar lá em casa um dia desses. Agora, pode voltar ao trabalho.
Ela caminha pesadamente em direção a porta. Parece matar seus próprios pensamentos a cada passo. E antes de sair, o delegado fala:
- Selma, espere a minha ligação. Nada de heroísmo, você só entra lá com cobertura.
Selma confere mais uma vez o celular. A chuva não dá trégua. O bêbado reaparece cambaleando não muito distante. Os bêbados parecem que estão cegos.
- Desde quando está cego?
- Desde que nasci. – responde o homem mais sábio da Terra.
- E o que fez da vida? – indaga Selma.
Colocando a mão sobre o peito, o velho sorri e responde.
- Contemplo todos esses sóis, essas luas e estrelas.
Selma guarda o celular na bolsa, e põe a bolsa no porta luvas. Desliga o carro e desce.

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