Mahabharata: Cap.13
Na primeira aula de arco e flecha. Drona amarrou um abutre de palha no alto da árvore. Depois pediu aos novos alunos, com ordens secas e breves, para fazerem pontaria. E perguntava a cada um o que estava vendo. Aos que viam o abutre, mas também o galho da árvore ou o céu, Drona dava ordem de retornar para o fim da fila. Dizendo apenas – Inútil atirar.
Arjuna foi o último. Calmo e harmonioso nos modos.
- Que vês?
- Um abutre.
- Descreve-me esse abutre.
- Não posso – respondeu Arjuna sem estremecer um milímetro.
- Por quê?
- Só vejo sua cabeça.
- Solta tua flecha.
E o abutre caiu transpassado diante deles. Drona disse:
- Farei de ti o melhor arqueiro do mundo. Te ensinarei tudo o que sei.
- Mesmo as armas divinas?
- Não. Guardarei comigo esse segredo, pois é preciso que este jamais caia ao alcance dos homens.
- Por que então as armas se não podes servir-te delas? – indagou Arjuna.
- Porque mesmo lançadas com uma luz fraca, elas consumiriam a terra... Arjuna, nenhum de meus alunos te igualará, jamais. Prometa-me que se um dia o destino nos colocar frente a frente e me vires avançar contra ti, ameaçador, deves bater-te contra mim para matar-me.
Arjuna só tinha quinze anos, levou alguns segundos para entender o que se passava ali. Ajoelhou-se diante de Drona, seu mestre, e disse.
- Sim, eu te prometo.
Continua: O jovem habilidoso
Problemas
Andei com problemas pra postar... na verdade, eles continuam. O internet explorer lá de casa não está carregando a página de postagem e as mensagens surgiam em branco no blog. Pensei que conseguiria driblar o problema, mas a única solução está sendo postar do trabalho. Tudo bem, agora as coisas devem voltar a normalidade.
Mahabharata: Cap 12
Bhishma tentou educar os filhos de Pandu, os Pândavas, e os filhos de Dhritarashtra, os Kauravas, juntos e como uma família unida. Porém, tudo os antagonizava. Sua infância foi uma longa sucessão de rivalidades e lutas. Duryodhana, instigado pelos irmãos, tentou por várias vezes, matar os primos.
Numa dessas, envenenaram Bhima e jogaram o Pândava no rio, mas serpentes venenosas morderam seu corpo e o veneno delas restitui-lhe a vida. Por sua vez, Bhima aterrorizava os primos, tratando-os com brutalidade e violência. Um dia, agarrou a garganta de Duryodhana e só não o matou, pois um homem, de uns quarenta anos, aproximou-se deles e com um simples gesto derrubou os dois no chão.
Bhima levantou enfurecido, arrancou uma árvore e avançou sobre o homem, que moveu-se ligeiramente para o lado, curvou-se e acertou as pernas de Bhima, fazendo-o cair novamente.
- Quem és tu? – perguntou Yudishsthira.
- Sou seu novo mestre.
- Como te chamas? Quem te envia?
- chamo-me Drona. Ninguém me envia. Estou aqui para educar-vos.
Bhishma mostrou-se particularmente feliz com a vinda daquele desconhecido. Drona era o mais célebre mestre de armas da face da terra, dominava por completo a ciência de todas as lutas, e possuía o segredo das armas celestiais. Um personagem frio, duro, que falava pouco, com gestos curtos.
Continua: O melhor aluno
A Rosa Orgulhosa
Numa bela manhã de primavera, uma rosa vermelha desabrochou na floresta. Uma plantinha que estava próxima disse: “que flor linda. Quem me dera ser tão bonita”. Um pinheiro falou: “calma plantinha, não fique triste, nós não podemos ter tudo”.
A rosa olhou para os lados e falou: “parece que eu sou a flor mais bonita dessa floresta”. Uma margarida virou-se para ela e perguntou: “por que diz isso? Nessa floresta existem belas flores e plantas. Você é apenas mais uma delas”. Mas a rosa respondeu: “ah, mas olhe para aquela planta horrível cheia de espinhos”. Então, o pinheiro falou: “rosa, mas o que é isso? Você também tem espinhos”.
A rosa orgulhosa olhou furiosa para o pinheiro e disse: “pensei que você tivesse bom gosto. Você não sabe o que é beleza. Não se pode comparar os meus espinhos com o daquele cacto”.
“Que flor orgulhosa”, pensaram as árvores. A rosa tentou mover suas raízes e se afastar do cacto, mas não era possível. Os dias passaram, e a rosa não poupava insultos para o cacto, que apenas dizia: “Nós não somos criados sem nenhum propósito”.
O verão chegou, e com ele o calor. As chuvas ficaram escassas e a rosa começou a murchar. Um dia, a rosa viu pássaros furarem o cacto e perguntou ao pinheiro o que estava acontecendo. O pinheiro explicou que os pássaros bebiam água do cacto. “E isso não o machuca?” perguntou a rosa. “Machuca, mas ele não gosta de ver os pássaros sofrendo”, respondeu o pinheiro. “você também pode beber, peça e os pássaros vão trazer água pra você”.
Muito envergonhada, a rosa pediu ajuda ao cacto, e ele gentilmente aceitou ajudá-la. A pedido dele, os pássaros encheram o bico de água e molharam as raízes da rosa. Então, a rosa aprendeu uma lição, nunca julgar alguém pela aparência.
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Mahabharata: Cap. 11
Nessa primavera, Pandu morreu. Deixou a vida nos braços de Madri, com um sorriso no rosto. Despediu-se desse mundo feliz. Para não abandonar Pandu no território da morte, Madri decidiu ser queimada junto ao corpo dele, mas para isso, fez Kunti prometer que cuidaria dos gêmeos como se fossem seus filhos.
- Não se preocupe, eles partilharão tudo.
E assim, sem uma queixa, Madri deixou sua jovem vida no coração das chamas. Bhishma e Satyavati haviam vindo de Hastinapura para assistir a cremação de Pandu. Satyavati já estava envelhecida, os cabelos brancos. Aproximou-se de seu filho, Vyasa, e disse:
- Madri atirou-se ao fogo. Eu que estou velha e oprimida pela tristeza, me pergunto: porque essa morte?
- Porque a terra perdeu a sua juventude, que passou como um sonho feliz. Agora, cada dia nos aproxima do ressecamento, da destruição.
- Meu filho, qual é o terrível combate que anuncias? Quem será o vencedor?
- Um combate universal e impiedoso, inadmissível para a inteligência. Os heróis morrerão sem saber porque. Quanto ao vencedor, não sei. Pois tudo depende do coração dos homens, e não vejo com muita clareza o que neles se passa.
O menino olhou apreensivo para Shri Ganesha, e até mesmo a divindade, parecia um pouco preocupada. Satyavati afastou-se no meio da floresta. Vyasa baixou os olhos como se meditasse acerca de suas próprias palavras.
A fogueira extinguiu-se. Só restavam algumas chamas pequenas e uma fumaça tênue.
Continua: Drona, o professor
Conto: O Despertar do Samurai
Certa vez, um samurai se embrenhou na floresta atrás do sábio. Caminhou durante dias, sem descanso. Até encontrar o sábio em meditação. Incapaz de conter-se, disse ao guru:
- Grande sábio. Percorri um longo e árduo caminho para chegar até aqui. Revela para mim: o que é o céu e o inferno?
Sem se mover, o sábio respondeu: Vá embora. Não vê que estou meditando?! E mais, sou um sábio e não tenho tempo a perder explicando nada para um mero guerreiro.
Irado com a resposta do sábio, o samurai puxou sua espada e gritou:
- Vai morrer, velho insolente.
Ao que o sábio disse: Isto é o inferno.
Desperto de seu acesso de fúria, o samurai ajoelhou-se e prostrou-se diante do sábio.
- Perdão grande mestre. Preciso aprender a ser mais humilde e paciente.
- Isso é o céu. – concluiu o sábio.
Mulheres Realizadas
Hoje, tivemos uma palestra de Sahaja num evento comemorativo ao dia internacional da mulher num centro social. Foi bem simples, mas com certeza, muito importante pras pessoas que tiveram a kundalini desperta. Foi só isso e nada mais.
De volta até dezembro
De volta estamos... fiz uma longa parada para dar uma repensada sobre esse blog: a função dele, o público alvo e essas coisas. Apesar de achar que ele anda bem, também acho que ele está me limitando em ternos de trabalhar uma cultura mais aberta. Pra ser sincero, eu pensei em parar esse aqui e até estudei pela internet outras possibilidades.Mas, por motivos maiores que a minha intenção, voltei. Só cortei os avisos quinzenais por email. Vou deixar ele mais livre, e os leitores (só Deus sabe se tem algum) vão vir de forma esponânea... Na verdade, ele vai caminhar cada vez mais pro que eu pretendo fazer no futuro. Uma cultura dhármica e espiritualizada mais aberta ao entendimento do público em geral.O certo é que ele finaliza no fim do ano. Acho que ninguém nunca antecipou o fim de um blog... isso faz parte um amadurecimento meu e do David já bem definido. Pois é, escrevo sobre isso com mais detalhes quando chegar a hora. Até lá, vamos curtir esses meses com mais cultura... tá de bobeira?! Então, confere o blog da ysuniversal em inglês que é todo sobre a produção de "Dois Mundos".http://ysuniversal-e.blogspot.com/