1.31.2007

Cafe Vienna :: Marrocos :: 1

Oi pessoal,

Durante esta semana, Yogis da Austria e Franca estao se reunindo para o Tour do Marrocos. O evento consiste em programas publicos nas 4 principais cidades do pais, Casa Blanca, Agadir, Marrakesh e Rabat. E claro, nosso Cafe Vienna nao poderia deixar de cobrir essa aventura pra la de Bagdha.

Apos cerca de 5 horas de viagem pela bela paisagem desertica do pais, estamos agora em Marrakesh nos preparando para um programa publico amanha no Hotel Oudaya.
Ate agora tivemos 2 programas com cerca de 70 realizacoes.

Os marroquinos sao um povo alegre e de coracao aberto. As pessoas costumam lhe abordar pedindo o panfleto do programa. Eles adoram os bhajans, sentem as vibracoes mas mesmo depois de 12 anos de esforcos, temos apenas 1 sahaja yogi.

Os condicionamentos, principalmente religiosos bloqueam o aprofundamento e o reconhecimento do poder q estao recebendo.
No entanto, a boa noticia do ultimo programa realizado em Agadir foi q alem da habitual alegria durante a palestra e a musica, foi sentida uma profunda paz.

Para os yogis q ha muito vem aqui, pode ser o sinal de novos tempos para a Sahaja no pais.

Uma transformacao q pelo q se pode ver, vira atraves da juventude (esmagadora maioria na audiencia dos programas).
Sao as portas do mundo arabe se abrindo para a Sahaja Yoga.

E entao, q tal aquele chazinho marroquino ;)

1.30.2007

Carioca: e o filme?

Di Caprio, o yogui mais bonito do coletivo segundo a opinião do próprio, foi ao cinema conferir um lançamento, e voltou entusiasmado com o filme que acabara de assistir. De fato, a história de aventura estava repleta de mensagens espirituais e transmitia muita pureza, mas sem esquecer dos momentos de suspense e pancadaria que mantém o público no cinema.
Animado, Di Caprio recomendou a película pra todos os yoguis, e o nosso querido bronzeado logo correu na sala mais próxima pra averiguar a indicação do irmão. Dias depois, os dois acabaram se encontrando, e o Carioca tocou no assunto do filme. Empolgado, Di Caprio pediu sua opinião:
- Carioca, e o filme? O que você achou?
- É bacaninha, mas sei lá, ele alterna muito.
- Alterna muito? Como assim? Alterna o que?
- As vibrações. Tem uma cena que tá fresco, depois fica quente, depois tem um diálogo fresco, mas logo em seguida fica quente...
- Mas Carioca, tu passou o filme todo checando as vibrações?
- É inato, Di Caprio, é inato. E nos créditos, tinha um nome fresco, daí subiam cinco quentes, aquele ator então os dedos formigavam todos...
É, tem coisas que só o Carioca faz. E se eu não o conhecesse, dizia que é mentira...

1.29.2007

Blake: Elevação

Como Sahaja Yogis, o que realmente buscamos é a pureza do Espírito, tudo que necessitamos é o regozijo interior, apesar das grandes transformações em nosso redor. No segundo verso de “Jerusalém” (na realidade as linhas iniciais do poema “Milton”) estão as seguintes linhas:
‘‘Eu não me afastarei da luta mental, Nem minha espada dormirá em minhas mãos até que tenhamos construído Jerusalém, na terra verde e agradável da Inglaterra.”
Após ouvir o hino, Shri Mataji riu gentilmente e nos disse: “Como posso eu colocar espadas em suas mãos se elas estão tremendo?” (artigo escrito em 1984) e alguns de nós ali presentes estávamos muito vacilantes. Após lermos Blake, devemos lembrar das grandes bênçãos que recebemos, e que grande honra é podermos testemunhar e sermos atores nesse episódio do drama da criação, quão infinita é a compaixão de Shri Mataji, que nos modificou transformando-nos em instrumentos do Divino.
No último prato de “Milton”, a Virgem diz a Milton: “Vós ides à Morte Eterna e tudo deve ir convosco”. Assim, que nós, Sahaja Yogis, ofereçamos essa oração a Shri Mataji para que nós também retornemos a Ela e nos elevemos acima das “Fornalhas de aflição” de Blake, “dos apavorantes trovões” e das “delícias mortais e perecíveis”, pois Shri Mataji nos deu a realização e nos levou ao Reino de Jerusalém, e à Sahaja Yoga.


Fonte: do Satya Yuga, adaptado para o blog; Tradução: Sérgio Rosenwald e Abílio Sobrinho

1.28.2007

Blake: Jerusalém

“Jerusalém”, o maior Hino de Blake.

E aqueles pés num tempo antigo
Caminhavam sobre o verdor das montanhas da Inglaterra
E o Santo Cordeiro de Deus
Foi visto nas pastagens aprazíveis da Inglaterra
E o semblante Divino
Cintilou sobre as nossas colinas cheias de nuvens
E Jerusalém foi construída aqui, em meio aos escuros moinhos satânicos

Tragam-me o meu arco de ouro ardente!
Tragam-me as minhas flechas do desejo!
Tragam-me a minha lança! Oh nuvens, desdobrem-se!
Tragam-me a minha carruagem de fogo!
Não cessarei de travar a batalha mental
E nem a minha espada dormira em minha mão,
Até que tenhamos construído Jerusalém
No solo verde e aprazível da Inglaterra!

1.26.2007

Blake: Tempo

Blake descreveu que o tempo atua como uma curva, e enquanto estamos sobre ela não vemos o que nos aguarda adiante. Se ascendermos acima dela, o que pode ser obtido através da Sahaja Yoga, é possível ver passado e futuro com clareza. Assim é com Shri Mataji, assim era com Shri Blake.
Em seus trabalhos, ele descreve muitas partes de Londres, e também de outras partes do mundo, não como eram em seus dias, ou como são atualmente. Mas como eram em sua inocência e como serão na nova Jerusalém.
Ele descreve como estão progredindo os preparativos para a Colheita que virá. Agora através do advento de Shri Mataji, a Colheita já começou. Ele descreve a ansiedade dos Seres Celestiais para livrarem a Terra de Badha (negatividades) e como Eles estão se contendo, para que os seres humanos possam ter sua oportunidade de amadurecer. Descreve a Mãe Maria chorando, Suas lágrimas percorrendo toda a Terra, transformando as pessoas onde quer que elas toquem. Isso é a Chaitanya, pela Graça de Shri Mahalakshmi.

“Vós percebestes que as flores exalam seus preciosos perfumes!”.
E ninguém pode compreender como de tão pequeno centro vem tanta doçura,
Esquecendo que dentro daquele Centro se expande a Eternidade.”


Fonte: do Satya Yuga, adaptado para o blog; Tradução: Sérgio Rosenwald e Abílio Sobrinho

1.25.2007

Blake: o Arcanjo

William Blake foi a encarnação do Arcanjo Miguel. Blake pintou o Arcanjo Miguel amarrando o Satã. Nesse quadro, Satã é mostrado como um ser que revertido à condição de réptil, o maior recuo evolutivo. Assim, dentro de nós, Ele é o poder pelo qual nós superamos os aspectos básicos de nossa natureza humana no lado esquerdo.
Em seus escritos, Blake descreve isso. Satã é o potencial para a negatividade. Shri Miguel é aquele que lida com essa natureza rebelde. Blake descreve Shri Miguel chorando pelo conflito nos céus, e pela falta de arrependimento daqueles que se voltaram contra a Ordem Divina.
Através das revelações de Blake, podemos compreender que o lado esquerdo pode ser iluminado pela compaixão, o entendimento de que a porta para a salvação é o perdão. Até que reconheçamos nossos erros, não poderemos assumir nosso lugar na assembléia dos Santos.
Fonte: do Satya Yuga, adaptado para o blog; Tradução: Sérgio Rosenwald e Abílio Sobrinho

Mahabharata: Cap. 08

A jovem princesa do norte, Gandhari, foi escolhida por Bhishma para ser esposa de Dhritarashtra, cuja cegueira era ocultada de todos. A comitiva de Gandhari chegou trazendo alegria a capital Hastinapura, e a noiva esperava ansiosa o dia do casamento. Sua serva favorita passeava pela cidade todos os dias, para trazer-lhe informações de sua nova residência. Tudo era encantador e maravilhoso em seus relatos, até o dia em que ela retornou transtornada.
- Princesa, fostes traída. Dhritarashtra é cego, cego de nascença.
- É impossível – replicou a jovem – um rei não pode ser cego.
- Perguntei a um velho guarda. Os olhos do rei jamais verão a luz.
Em poucos instantes, o espírito e o corpo da jovem envelheceram dezenas de anos, não era mais uma criança.
- Esconderam-me isso? Meu esposo, de olhos vazios, tateia nas trevas. Um rei cego reina na noite, sobre monstros, entre gritos de um povo doentio. Minhas pinturas, minhas jóias, é tudo inútil para um cônjuge que jamais poderá apreciar a minha beleza. – pegou um xale negro, enrolou como uma faixa e continuou dizendo – coloco uma venda sobre meus olhos. Amarro-a com firmeza e jamais a retirarei. Assim não poderei nunca censurar meu esposo por sua infelicidade.
Vyasa que ditava essa história, parou, olhou para Shri Ganesha e para o menino, e disse:
- O gesto de Gandhari, ao escolher as trevas, suscitou críticas e admiração. Alguns consideraram excesso de obediência, outros, um claro sinal de amor. Muitos suspeitaram de amarga decepção, rancor, obscura revolta e tristeza. Entretanto, Dhritarashtra só viu nele ternura e felicidade. No dia do casamento, tocou a venda da princesa e todos viram sua emoção.
- Vyasa, disseste-me que Kunti terás filhos maravilhosos. Mas Pandu foi amaldiçoado pela gazela. Como será isso? – indagou o atento menino, que o acompanhava desde o começo da narrativa.- Eis agora o prodígio. – disse Vyasa.


Continua... Os cinco Pândavas

1.24.2007

Blake: Milton

No poema “Milton”, Milton representa o buscador, originalmente criado pelo Divino e que, no início do poema, é encontrado no Céu, descendo para a matéria e para a ignorância, elevando-se ao final, novamente a um estado de realização: “O que movia Milton, que vagava pela Eternidade uma centena de anos para ir às profundezas, ela para renascer e ele para perecer?”
“Ela” é o Espírito e “ele” é tudo que não é o Espírito, tudo que deve ser transformado e deixado para trás. Como todos os verdadeiros buscadores, para esse objetivo, Milton passará por todos os testes e purificações no caminho. Ele irá: “Banhar-se nas Águas da Vida”( Chaitanya, as vibrações) e irá também para a “Morte Eterna”, que é como Blake denomina a morte de tudo que não seja o Espírito. Blake explica porque isso é necessário: “Tudo que pode ser aniquilado deve ser aniquilado para que as crianças de Jerusalém sejam salvas da escravidão.”


Fonte: do Satya Yuga, adaptado para o blog; Tradução: Sérgio Rosenwald e Abílio Sobrinho

1.23.2007

Blake: Paralelos 02

“O vale de Lambeth, onde as fundações de Jerusalém começaram, onde estavam suas ruínas, Onde elas estavam em ruínas de toda a Nação e bosques de carvalho surgiram... Quando irá Jerusalém retornar e espalhar-se pelas nações? Retorne ao vale de Lambeth, ó edifício de almas humanas!”
Lambeth é um distrito em South London. A palavra Lambeth significa “cidade de Lamb” (cordeiro), e o Cordeiro é o Senhor Jesus, o Cordeiro de Deus. Jerusalém significa “o lugar do Espírito”, isto é, o Reino de Shri Mataji, do Sahasrara vindo à Terra. O carvalho é a árvore da Inglaterra - forte e firme como a Kundalini que é a árvore da vida dentro de cada um de nós. O primeiro templo construído a uma divindade viva foi em Lambeth, e cresceu sobre as ruínas de uma casa desmoronada lá. Enquanto os Sahaja Yogis de muitas nações trabalhavam e construíam, Shri Mataji simultaneamente trabalhava em suas Kundalinis arruinadas e faziam deles fortes bosques de carvalho. Esse templo é a casa de Shri Ganesha, disse Shri Mataji, e foi onde Ela colocou a pedra fundamental da Nova Jerusalém. Shri Ganesha veio à Terra como o Senhor Jesus, o Cordeiro de Deus, para abrir o caminho a fim de que nós O sigamos para “Jerusalém”. Quando Shri Mataji foi perguntada se o trabalho de construção dos Sahaja Yogis em Lambeth e na casa de Shri Mataji em Brompton Square representavam a reconstrução de nossas Kundalinis pela Mãe Divina, Ela respondeu que, finalmente, nós estávamos olhando tudo pelo ângulo correto.


Fonte: do Satya Yuga, adaptado para o blog; Tradução: Sérgio Rosenwald e Abílio Sobrinho

Carioca: tirando papel

Certo dia, Jack Maromba apareceu na casa do Carioca chutando a própria sombra, estava nervosíssimo. Para acalmá-lo, o Carioca tirou uma leela (o famoso joguinho) pro primo e leu a mensagem. Jack não entendeu nada, mas achou aquilo muito interessante e metralhou a seguinte idéia:
- Primo, tu podia ajudar muita gente com isso. Tu ia tirando as mensagens e encaminhando as pessoas pro lado do bem.
Logo a fama do Carioca correu o coletivo, e em poucos dias o telefone não parou mais. Era gente até do exterior pedindo pro bronzeado tirar um papelzinho. Espalhou na Internet a seguinte propaganda “Carioca Advices e Bureu: tiramos papel, queimamos e xubitamos. Trazemos a pessoa amada em 15 dias”. Era um sucesso.
Até o dia em que o Carioca tirou uma leela que não agradou muito o Sombra (aquele com 15 anos de coletivo, mas que nunca foi a um Puja ou seminário), daí o Sombra espalhou boatos de que aquilo era magia, e com a mesma velocidade que surgiu, a clientela do Carioca desapareceu.
Desolado, só restou ao bronzeado tirar um papelzinho pra si, e veio algo assim: “cada um é seu próprio mestre”. Moral da história: leela, cada um tira a sua.

1.22.2007

Blake: Paralelos 01

Muitos lugares de Londres mencionados nos poemas de Blake possui fortes conexões com a Sahaja Yoga. Aqui estão alguns exemplos de “Milton”.
...“a amplitude de Hampstead...”. Existe um grupo de Sahaja Yogis em Hampstead. Shri Mataji explicou que no Corpo Espiritual da Mãe Terra, Hampstead é o músculo do coração que efetivamente o faz bater.
...“Para Stratford e Old Bow...” Esses distritos estão no East End de Londres, e são o local de outro grupo de Sahaja Yogis.
...“Através dos Jardins de Kensington, no riacho de Tyburn...” Isto se refere à casa de Shri Mataji, em Brompton Square. A casa é próxima dos Jardins de Kensington e o riacho de Tybum (atualmente represado), era o córrego sobre o qual foi construída a ponte Knight (Knight’s Bridge) para que a estrada continuasse.
Assim, esse é um lado de Blake; um fascinante quebra cabeças de nomes e lugares. Mas, assim como as palavras de Shri Mataji, seus escritos são relevantes em muitos níveis simultaneamente.

Fonte: do Satya Yuga, adaptado para o blog; Tradução: Sérgio Rosenwald e Abílio Sobrinho

1.21.2007

Blake: Escritos Proféticos

William Blake nasceu na Inglaterra durante a revolução industrial, a época da Razão e das descobertas científicas. Os contemporâneos de Blake, em geral, não o apreciaram como poeta ou pintor. Seus poemas eram gravados em pratos e os escritos acompanhados de ilustrações.
Não nos surpreende que ninguém tenha compreendido Blake, porque sua inspiração vem do Puro Espírito, e ele escreveu numa época em que os homens estavam, em sua maioria, afundados no pântano de materialismo, ignorância ou profunda pobreza. Alguns de seus escritos são poesias poderosas, mas para os Sahaja Yogis o mais relevante para nosso crescimento são os trabalhos proféticos. Shri Mataji revelou que “Milton” fala tudo sobre a Sahaja Yoga.
Quando lemos seus trabalhos proféticos, podemos escolher uma ou duas linhas aqui e acolá que “fazem sentido” e termos uma compreensão geral dos temas da ressurreição, julgamento, salvação e o estabelecimento do Reino do Espírito na Terra. Tudo isso, porém, é como um grupo de fotografias - dão-nos uma série de vislumbres, porém não a realidade completa. Somente quando o Espírito está totalmente estabelecido em nós, podemos compreender a profundidade dos escritos de Shri William Blake.
Fonte: do Satya Yuga, adaptado para o blog; Tradução: Sérgio Rosenwald e Abílio Sobrinho

Semana de Blake

Olá, na onda do expresso vienense, nós vamos dedicar uma semana (e uns dias mais) para trazer um pouco da obra de William Blake. Fiquem ligados: atualizações diárias, carioca na terça, Mahabharata na quinta, muita coisa interessante nos arquivos e em breve, many more novidades.
Se liga nos links:
Quer ver Jerusalém de Blake com comentários de Shri Mataji? A Cynthia indica:

http://video.google.de/videoplay?docid=-8563363025156853618&hl=de
Quer mais?
http://www.theblakeproject.blogspot.com/
http://www.williamblakesongs.com/

Aquele que se amarra a uma alegria,
Destrói a evolução de sua vida.
Mas aquele que beija a alegria enquanto ela voa,
Vive no alvorecer da Eternidade.
William Blake

1.20.2007

O ano de Blake




Jay Shri Mataji!

Oi pessoal,
Nosso cardápio de hoje é um aperitivo pra semana que vem por aqui no nosso blog.
Recomendo um chazinho ingles com direito a bolachinhas.
Guten Appetit! ;)


250 anos de William Blake

Foi anunciado no início desse mes em Viena, o novo projeto internacional do TEV. Para os que nao sabem TEV ou Theater of Eternal Values (Teatro dos Valores Eternos) é a companhia teatral internacional criada por Shri Mataji em 1996 e composta por sahaja yogis. Desta vez, ano de aniversário de 250 do pintor e poeta, a companhia homenageará a obra imortal de William Blake, encarnacao do arcanjo Miguel.

Dos 250 anos de Mozart, 2006, para os 250 de William Blake, 2007.

A peca ainda sem título definido será apresentada no dia do aniversário de Blake, 28 de novembro, em Londres. Enquanto isso, confiram fotos dos ensaios realizados em Vienna, reunindo yogis de toda Europa.

Tchüss!

com amor,
David


Victor Vertunni, autor do CD com cancoes de William Blake, no violao e a trupe do Teatro dos Valores Eternos.
(clique nas imagens para ampliar)



Capa do CD 06

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Essa foi a última, valeu!!!

1.19.2007

Capa do CD 05

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Utilidade: Radio Sahaja

Mais som e vibrações no seu computador.

1.18.2007

Capa do CD 04

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Mahabharata: Cap. 07

Alguns anos após ter abandonado seu filho no rio, Kunti esposou Pandu. Este tomou para si uma segunda esposa, Madri. O futuro da família parecia assim assegurado. Todavia, o rei Pandu era apaixonado pela caça, e partiu com seus servos para a floresta no dia de seu casamento.
Em uma clareira, viram um casal de gazelas. O próprio Pandu os abateu. Tanto o macho quanto a fêmea. Pandu aproximou-se dos animais agonizantes e um deles disse:
- Como é que tu, Pandu, homem de alto conhecimento, pode ter-nos matado, a mim e meu cônjuge?
- Os homens têm o direito de matar as gazelas. Sobretudo os reis.
- Censuro-te por haveres nos atingido no momento sublime do amor, tão doce para todas as criaturas. Que te fiz eu? Homem impiedoso. Sentirás o furor do amor sem que possas apaziguá-lo, pois se um dia tomares uma de tuas esposas em teus braços, morrerás imediatamente, como eu morro agora.
E as duas gazelas morreram.
Shri Ganesha escrevia a tudo sem pestanejar, entretanto, o menino parecia espantado. Vyasa, o autor do poema, aproximou-se dele e explicou:
- Naquele tempo, humanos e animais se falavam, tempo em que a palavra direta e forte comandava até o próprio destino.
Pandu não duvidou que a maldição se cumpriria. Sabia que lhe seria negado qualquer filho. Decidiu fugir para as florestas. Todavia, Kunti e Madri o seguiram, como duas ameaças permanentes.
Antes de partir, Pandu entregou as insígnias reais a seu irmão Dhritarashtra. Agora, o rei do mundo era cego.


Continua... Amor ou Revolta?

1.17.2007

Capa do CD 03

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Foto Milagrosa



Essa veio da Cynthia, que recebeu da Tatiana, que... enfim, é bacana e é o que importa.
Você pode ver uma foto antes da milogrosa e se situar melhor.

1.16.2007

Capa do CD 02

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Carioca: Seu Coutinho

Novo yogui no coletivo do carioca: Seu Coutinho, o complicado

Poeta aposentado de rebuscado linguajar, Seu Coutinho de título renomado, gosta mesmo é de complicar. Ainda menino, no bonde pra escola, em seu sempre amigo Aurélio catava palavras. Difíceis de ler, difíceis de soletrar. Seu hobby era provocar, desafiava seu literado professor Sabismundo com vocábulos que Camões esqueceu de estudar.
Aluno n0 1 de redação, Coutinho que escrevia muito, gostava mesmo era de enrolar.
E quanto mais enrolava, mais se sentia feliz. A professora envergonhada de não entender seu vocabulário, preferia lhe dar nota máxima a ter que lhe perguntar.
E assim Coutinho cresceu, brincando com as palavras, torcendo-as, espremendo as, entortando-as, para um único objetivo, a cabeça dos outros enrolar. Mesmo o convite da Universidade não o fez se gabar, ensinar era bom, mas nada como complicar. Escreveu livro, de poeta se tornou até imortal. Ganhou fama e renome mas mesmo tendo tudo que a vida lhe pode dar, esta se complicou e Seu Coutinho decidiu buscar.
Encontrou a Sahaja, passou a meditar. Embora mesmo com o segundo nascimento, um velho condicionamento ainda estava lá, o danado de complicar. E foi num desses dias que líder Mclane sem muita opção, resolveu deixar a palestra do Vishuddhi pro Seu Coutinho dar. As apostilas, nosso irmão bronzeado Carioca esqueceu de xerocar.
A palestra começou e as palavras da maneira como ele sempre gostou de usar, foram lançadas e a audiência tentava no ar catar. Uma cachoeira, centenas delas que pela complexidade parecia língua de um outro lugar.
- Notoriamente, o Vishudhi canhoto que se encontra no flanco adverso do Vishuddhi direito, é facilmente obstruído quando a prática exacerbada da propagação dos defeitos alheios. ...
E assim a platéia boquiaberta entre admiração e total descompreensão durante as 2h de ... complicação preferiu regozijar. Ao final, nosso irmão surfista, que profundamente dormira durante mais da metade do discurso resolvera argumentar:
- Profunda, irmão. Muito profunda a palestra. Não entendi não, mas tocou pontos fundamentais. O coroa manda bem!
Pra surpresa de todos, a platéia que de palavras fora nocauteada, na mente já não havia nada.
- Pelo que presumo os senhores experimentam a consciência com ausência de projeções visuais no centro cerebral. - Finalizou Seu Coutinho que sorria por seu trabalho que acabara de realizar.


Escrita por David Vignolli

1.15.2007

Capa do CD 01

Clique na imagem para ampliar

1.14.2007

Semana das Capas

Como é?! Que raio de semana é essa?! Calma, eu explico. Ano passado dei um CD de presente pra cada brasileiro que casou no Ganesha Puja em LA. Fiz uma capa diferente pra cada CD e vou postar as capas aqui durante a semana. O CD reúne as melhores canções da Sahaja em inglês e espanhol da década de 90 (pelo menos na minha opinião). Quer uma cópia do CD? Mande uma poesia, um desenho, um conto... pra ser colocado no blog, e você ganha o CD no seminário.
Espero que tenham curtido a semana do Lincoln e tenham se interessado mais pela democracia. Recomendo também a Ética de Aristóteles (novamente) e Lal Bahadur Chastri, o livro escrito pelo marido de Shri Mataji sobre o primeiro ministro da Índia após Nehru (na biblioteca do seu coletivo, somente em inglês).
“Eu os deixo, esperançoso de que a chama da liberdade brilhe em vocês até que não haja dúvidas de que todo homem nasce livre e igual”. The Collected Works of Abraham Lincoln edited by Roy P. Basler, Volume II, "Speech at Chicago, Illinois" (July 10, 1858), p. 502.

1.13.2007

Abraham Lincoln: Mulheres


Alguns historiadores têm apreciação por fofocas e escreveram extensamente sobre o comportamento de Lincoln com as mulheres. Para a maioria, talvez acostumados a figuras como Kennedy e Clinton, é incompreensível o respeito de Lincoln as mulheres, a timidez diante delas e a ausência de escândalos amorosos em sua vida pessoal.
Lincoln não era de conversas com mulheres solteiras, e mantinha o máximo de respeito com as casadas. Não se sabe de declarações deselegantes de sua parte a respeito de nenhuma mulher. Certa vez, um major usou palavras ofensivas contra a esposa de Lincoln. Ele manteve a calma, e respondeu o major mandando lembranças a sua esposa, dizendo-lhe que o único problema daquela senhora era ser casada com o tal major.
Será que Lincoln se considerava superior as mulheres e não as ouvia? Não parece ser o caso. Antes de assumir a presidência, Lincoln não usava barba. Porém, a carta de uma menina recomendando-lhe que a barba o deixaria mais simpático e que lhe ajudaria a ganhar votos, o fez ostentar a barba para o resto da vida. Detalhe, ele ganhou a eleição.
Seria Lincoln insensível? Difícil, o presidente apreciava poesia, e adorava escrever letras de música. Apesar de não ter tempo para se dedicar as artes, promovia apresentações artísticas na Casa Branca e era grande incentivador da arte, um dos motivos que o fez ganhar uma semana aqui no blog... Ironicamente, foi assassinado durante uma apresentação de teatro.

“Nunca estudei a arte de tecer elogios as mulheres. Mas devo dizer que se tudo que já foi dito por oradores e poetas desde a criação do mundo em homenagem as mulheres fosse aplicado as mulheres americanas, nem assim seria feita justiça a conduta delas durante essa guerra. Terminarei dizendo, Deus abençoe as mulheres da América”. The Collected Works of Abraham Lincoln edited by Roy P. Basler, Volume VII, "Remarks at Closing of Sanitary Fair, Washington D.C." (March 18, 1864), p. 254.

1.12.2007

Abraham Lincoln: Liberdade 02

“A maioria dos governos se apóia na declaração direitos universais do homem, como eu me apoio. Em parte, os nossos direitos começam, afirmando esses direitos. Dizem que alguns homens são ignorantes e fracos para dividir o governo. Possivelmente é verdade, e o sistema faz todo o possível para mantê-los ignorantes e fracos. Nós nos propomos a dar a todos eles uma chance, esperamos que os fracos cresçam fortes, os ignorantes, sábios. E todos se tornem melhores, mais felizes e unidos”.

Dividir, compartilhar eram atos básicos para Lincoln. Um tema como a abolição da escravidão não seria bem resolvido com apenas um decreto presidencial. Era preciso antes dialogar entre as partes, para que se pudesse chegar a um entendimento, ainda que acreditasse na sua opinião como a verdadeira. Por isso, ele evitou a guerra o máximo que pôde, e convidou os representantes sulistas ao diálogo.
O diálogo, a mesma ferramenta utilizada por Sócrates, foi a forma como ele conquistou a opinião pública. O sentimento de igualdade que o diálogo abria, fez com que Lincoln ganhasse a confiança do povo. Um país onde o governo ouve e estuda as opiniões é um exercício de democracia. Na sua definição, um governo do povo e para o povo.

“Uma casa dividida ao meio não pode permanecer de pé. Eu acredito que um governo não pode suportar uma meia-escravidão e uma meia-liberdade. Não espero que a União seja dissolvida. Não espero que a casa desabe. Mas espero que essa divisão termine. E isso deve se tornar um todo de uma metade ou da outra”. Lincoln's 'House-Divided' Speech in Springfield, Illinois, June 16, 1858.

1.11.2007

Mahabharata: Cap. 06

Vyasa seguia com os olhos a jovem que ia e vinha, sobre as margens do rio. E disse então:
- Kunti possui um mantra, um poder mágico dado por um poderoso eremita para recompensá-la por tê-lo bem servido, quando tinha apenas quinze anos.
- Que poder lhe dá esse mantra? – perguntou o menino.
- O poder de invocar um deus, à sua vontade, e de ter dele um filho.
- Ela já o pôs à prova? – indagou Shri Ganesha, sem parar de anotar o poema com sua presa por nem um instante.
- Estou certo que sim. Como não ceder à curiosidade? Tão logo ganhou seu mantra, ainda jovem, ela invocou um deus. O sol.
E o sol apareceu. Kunti estremeceu. Uma luz clara a envolvia, não deixando aparecer nenhuma sombra sobre a terra.
- Tu me invocaste e eu vim. – disse-lhe o sol.
Ela tentou explicar que se tratava de um engano, queria apenas experimentar o mantra. Porém, não se incomodava o sol inutilmente, e ele decidiu dar-lhe um filho. Ela desesperou-se:
- Mas não posso, estou intacta! Volta para o céu! É preciso sempre defender as mulheres, mesmo as culpadas.
- Kunti, não posso retirar-me. Terás um filho e asseguro-te que tua virgindade permanecerá intacta. Acalma teu temor.
Uma luz a envolveu. Quando deu por si, o sol já havia retornado ao céu, e ao lado dela estava uma criança brilhante, que usava uma couraça de ouro. Seu nome era Karna.
- Por que essa tristeza nos olhos de Kunti? – perguntou o menino.
Kunti ficou amedrontada com o nascimento de karna. Consciente de haver cometido uma falta grave, separou-se de seu filho. Incapaz, pela idade, de imaginar a conseqüência desse gesto, abandonou-o num cesto, na correnteza do rio. Não muito longe, um cocheiro o recolheu e o criou.
- Nós o reveremos?
- Nós o reveremos com freqüência. De meus heróis, ele é o mais radiante e o mais sombrio. Será chamado e chamar-se-á a si próprio o filho do cocheiro.


Próxima quinta... A Maldição de Pandu

Abraham Lincoln: Liberdade


“Sempre pensei que todos os homens deveriam ser livres, entretanto se tivesse que haver escravos, deveriam ser primeiro aqueles que desejam ser escravizados, e em segundo lugar, aqueles que desejam a escravidão aos outros. Quando escuto alguém defendendo a escravidão, sinto um forte impulso de ver aquilo ocorrendo aquela pessoa”.

O governo de Lincoln foi fundamental para a libertação dos negros americanos. Para ele, um país livre não podia viver com homens escravizados. A liberdade é o combustível para o funcionamento da democracia. Sem liberdade, uma instituição democrática torna-se hipócrita e questionável. A liberdade, o trabalho e a justiça eram conceitos interligados em sua filosofia.
Muitos questionaram a falta de liberdade individual para poder escravizar outras pessoas. Apesar, de considerar a liberdade um princípio claro na declaração dos direitos do homem, Lincoln precisou encarar essa situação. Afinal, uma sociedade que se propõe a ser livre, precisa aprender a exercer a liberdade individual e coletiva, abrir para o diálogo e o esclarecimento. Só com a consciência esclarecida da opinião pública ele poderia obter o apoio da maioria, libertar os escravos e preservar a união.
A união de um país se dá através de uniões sociais menores de grupos, associações e principalmente da família. Através do esclarecimento das regras, a constituição pode se fazer representante do povo, mantê-lo unido e consciente das questões nacionais. Para Lincoln, a união nacional só pode existir com igualdade. Enquanto houver diferenças no tratamento que o estado tem para um ou outro cidadão, a democracia não estará plenamente estabelecida.
Mais informações:
http://www.mrlincolnandfreedom.org
“Sem rancores de ninguém, e com compaixão por todos, com a convicção que Deus nos deu para ver a verdade, vamos nos unir para terminar esse trabalho, curar as feridas da nação, cuidar dela que nasceu dessa batalha, e de seus órfãos. Fazer tudo para atingir um final pacífico para todos nós e para com todas as nações”. Lincoln's Second Inaugural Address, March 4, 1865.

1.10.2007

Abraham Lincoln: Fé

A fé de Lincoln é um assunto muito estudado. Seus discursos estão repletos de citações bíblicas e buscam a orientação de Deus. Na verdade, por falta de acesso e dinheiro, a bíblia foi o único livro da infância, com o qual aprendeu a ler.
Apesar de ter assistido a igreja quando presidente, era relutante em unir-se a igreja. Opunha-se a dogmas e credos. Inúmeros discursos presidenciais de Lincoln são exemplos de um homem em busca de Deus.
“É o dever das nações bem como dos homens reconhecer a sua dependência frente ao poder dominante de Deus, confessar seus pecados e transgressões de forma humilde, porém, com a esperança de que o arrependimento genuíno levará à misericórdia e perdão; e reconhecer a verdade sublime, anunciada na Escritura Sagrada, demonstrada pela história, que somente são abençoadas as nações cujo Deus é o Senhor. Sabe-se que pela Sua lei divina, nações, como indivíduos, estão sujeitos à punição e ao castigo neste mundo. (...) Nós esquecemos a mão graciosa que nos preservou em paz, multiplicou, enriqueceu, nos fortaleceu, e nós vaidosamente imaginamos, na falsidade de nossos corações, que todas estas bênçãos foram produzidas por alguma sabedoria superior de nossa própria virtude. Intoxicados com o sucesso infindável, nós nos tornamos muito auto-suficientes para sentir a necessidade de redimir e preservar a graça, muito orgulhosos para rezar ao Deus que nos criou. Cabe a nós, então, tornarmo-nos humildes frente ao poder ofendido, confessar nossos pecados nacionais e rezar pela clemência e perdão.” (30 de março de 1863)
Esta foi uma declaração feita ao General Dan Stickles, um participante da batalha de Gettysburg: “Bem, eu lhe contarei como foi. No arrancar da campanha lá para cima (Gettysburg) quando todos entraram em pânico, oprimidos pela gravidade dos nossos negócios, eu fui para o meu quarto, tranquei a porta e ajoelhei-me diante de Deus Todo-Poderoso e rezei para que obtivesse vitória em Gettysburg. Eu disse a Ele que esta era a Sua guerra, e a nossa causa, a Sua causa, mas nós não resistiríamos outro Fredericksburg ou Chancellorsville... Depois disso, não sei como aconteceu, e não consigo explicá-lo, mas em seguida um doce conforto se instalou em minha alma. A sensação que tive foi a de que Deus havia colocado todo o problema em Suas próprias mãos e de que tudo ocorreria bem em Gettysburg. Foi por isso que eu não me preocupei em relação a você.” (5 de julho de 1863)
Fonte: Satya Yuva – setembro 2000 – 21

“O desejo de Deus prevalece. Nas grandes disputas cada parte alega agir de acordo com o desejo de Deus. Ambas, ou uma delas, podem estar erradas. Deus não pode estar a favor e contra a mesma coisa ao mesmo tempo. Nessa guerra é bem possível que os propósitos divinos sejam diferentes dos propósitos de ambas as partes, e que ainda assim, os atos humanos, na forma em que estão sendo realizados, seja a melhor adaptação do propósito Dele”. The Collected Works of Abraham Lincoln edited by Roy P. Basler, Volume V, "Meditation on the Divine Will" (September 2, 1862?), pp. 403-404.

1.09.2007

Abraham Lincoln: Democracia

Foi o advento de Abraham Lincoln que trouxe a idéia extraordinariamente verdadeira de democracia à realidade nos EUA. Ele disse muito especificamente que o governo deveria ser do povo. (...) A preocupação com o bem-estar do povo, que deveria ser a principal aspiração de uma democracia, tornou-se completamente perdida, nos tempos modernos.
A democracia verdadeira somente é possível quando as pessoas se embebem dos princípios democráticos e respeitam os valores éticos acima de qualquer coisa. (...) Para a democracia, são necessárias pessoas idealistas muito nobres, instruídas e compassivas, que tenham uma atitude benevolente em relação ao povo e se dediquem totalmente aos ideais da democracia.
Abraham Lincoln, como qualquer outro santo, vislumbrava os valores absolutos e não sabia que as pessoas não estavam preparadas ainda para um ideal tão grande como é a democracia, e muitas delas desenvolveriam uma tendência a abandonar o reto e estreito caminho da dedicação ao bem-estar coletivo, para seguir a estrada mais larga dos interesses pessoais.
Um governante benevolente, na forma do rei filósofo (conforme preconizado por Sócrates / Platão), é a pessoal ideal para ficar à frente de um governo. Essa pessoa deve ser profundamente sábia, ter uma personalidade desapegada (...).
Fonte: A Era Metamoderna – Shri Mataji Nirmala Devi - Cap III - A Democracia

“Sentimento público é tudo. Com o sentimento público, nada pode falhar, sem ele, nada pode dar certo”. The Collected Works of Abraham Lincoln edited by Roy P. Basler, Volume III, "Lincoln-Douglas debate at Ottawa" (August 21, 1858), p. 27.

Milagre da Vela




Uma pequena estátua de cera (7cm) com a forma da Mãe segurando o filho foi formada naturalmente com uma vela acesa diante da foto de Shri Mataji no Puja de Natal de 2006 em Praga.
Mais uma contribuição da Cynthia.
Pra ver todas as fotos: http://picasaweb.google.com/petr.kominek/WaxMadonna

Carioca: Promessas

Pleno dia 31, Carioca e Jack Maromba penavam para decidir entre assistir a queima de fogos de Ipanema ou Copacabana. Até papelzinho eles já tinham conferido. Ficaram com a tradição e foram pra Copa. Encararam o metrô lotado como exercício de coletividade e animados, fizeram suas promessas.
- Prometo meditar todos os dias, fazer o footsoak, me trabalhar com vela, ajudar o coletivo, pagar o aluguel e colocar dinheiro na caixinha do jantar. – declarou o Carioca. – esse é o ano da mudança.
- E o vishuddi? – indagou o Jack. – você não vai prometer corrigir o vishuddi e parar de mentir?
- Pô, primo, uma coisa de cada vez, já fiz muita promessa pra esse ano. A mentira a gente corrige em 2008.

1.08.2007

Abraham Lincoln: Conto

Durante a campanha presidencial, Abraham Lincoln tinha como arquiinimigo Staton. Por alguma razão, Staton odiava Lincoln e usava todos os meios para degradar a personalidade de Lincoln. Ele debochava da aparência de Lincoln e fazia tudo para desmoralizá-lo. Ainda assim, Lincoln foi eleito. Na época de nomear seu gabinete, ele escolheu Staton para o cargo de Secretário de Guerra.
Ouve um certo comentário quando a isso. Um assessor disse: “Senhor Presidente, o senhor deve ter cometido um equívoco. O senhor não conhece esse Staton? O senhor não sabe todas as besteiras que ele falou sobre o senhor? Ele é seu inimigo declarado. Ele vai tentar sabotar o governo. O senhor já pensou sobre isso, senhor presidente?”
Lincoln respondeu: “Sim, eu o conheço, estou ciente de tudo que ele falou”. Staton se tornou o Secretário de Guerra e prestou um grande serviço a nação durante a Guerra de Secessão. Depois da morte de Lincoln, muitos discursos de agradecimento foram proferidos. Mas as palavras de Staton ficaram entre as maiores: “Ele foi o maior homem que eu conheci. Ele agora pertence a humanidade”.
Se Lincoln tivesse perseguido Staton, teria alimentado o ódio e o sentimento de inimizade. Mas através do poder do amor, Lincoln transformou um inimigo em amigo. “não estou eu destruindo meu inimigo ao fazer dele meu amigo?”

“Os fracos não podem perdoar. O perdão é um atributo dos fortes”. - Mahatma Gandhi
fonte:
http://www.sahajayoga.com.au/news/

1.07.2007

Abraham Lincoln


Nascido em 12 de fevereiro de 1809, Abraham Lincoln é lembrado como o presidente que libertou os escravos e manteve o país unido. É considerado o pai da democracia moderna. Seu governo foi marcado pela guerra separatista dos estados escravistas do sul. Teve como característica atitudes firmes e prudentes: defendeu a soberania nacional e convidou os separatistas ao diálogo.
Suas últimas proposições foram avançadas: um programa de educação para os escravos libertos; direito de voto a ex-escravos; e reforma agrária dos estados sulistas.
Em abril de 1865, foi baleado por um escravista radical, e acabou falecendo. Para Lincoln, os E.U.A. representava a capacidade de um povo para governar. Caso falhasse, reis e ditadores poderiam dizer que o povo não era capaz de ter autonomia e que precisam de alguém para governar. Julgava que na guerra contra os sulistas estava em jogo o destino da democracia mundial.

“Não existem acidentes na minha filosofia. Todo efeito tem uma causa. O passado é a causa do presente, e o presente será a causa do futuro. E eles são ligações na corrente interminável que liga o finito ao infinito”. Herndon's Life of Lincoln by William H. Herndon and Jesse W. Weik (Da Capo Press, New York, 1983), p. 354

Semana da Democracia

Muito bem, tudo foi voltando meio arrastado, mas agora já entramos no ritmo. Como prometido, a semana de Abraham Lincoln, o pai da democracia moderna. Pesquisar sobre o Lincoln é mole, tem muita, mas muita coisa sobre ele. Difícil é resumir numa semana. Foi interessante ver o porque Shri Mataji dá tanto valor aos ideais que ele e outras personalidades políticas tiveram.
Entender a democracia é ir além do conceito que temos dela com o capitalismo. É entender o conceito de representação e participação coletiva, tão obscuros na política atual. E pra aqueles que consideram a política um assunto distante da vida de um Sahaja Yogui, recomendo a Ética de Aristóteles. A Martin Claret tem uma versão muito boa. O nome acho que é Ética a Nicodemus de Aristóteles (tem que conferir).
Uma aula sobre o significado de política, ética, vida em coletividade, tudo numa literatura muito boa pra quem está meditando regularmente. Vale lembrar que Aristóteles segue a linha Sócrates, Platão e é um dos pais (senão o cara) da democracia.
Ô, isso é cultura hein Carioca?!
“Tenhamos fé que o certo faz o certo, e nessa fé, vamos até o fim, realizar o nosso compromisso assim como nós o entendemos”. Lincoln's Cooper Institute Address, February 27, 1860.

1.05.2007

Entendendo Hegel

Conta-se que Hegel, um dos grandes filósofos, jazia em seu leito de morte, e era consolado por um de seus discípulos. Procurando tranqüilizar o mestre, disse-lhe, que caso viesse a falecer antes de completar sua notável enciclopédia, seus fiéis discípulos o fariam. Hegel, sereno, no exato momento de sua morte, apenas ergueu sua cabeça e murmurou: “Tive um discípulo que me entendeu”. Todos os presentes ficaram alertas, sua cabeça afundou novamente no travesseiro: “um discípulo que me entendeu, e que me entendeu mal”.

1.04.2007

Mahabharata: Cap. 05

A noite caía, a pira do jovem rei apenas acabara de consumir-se quando Satyavati chamou as princesas e disse-lhes que iriam ter filhos de Vyasa, para que a história pudesse prosseguir. O sábio nunca contou o que se passou na intimidade com cada uma das princesas, apenas disse:
- Aproximei-me com a única idéia de perpetuar minha raça. A primeira, quando me viu, fechou os olhos com repugnância e os manteve fechados o tempo todo. Eu lhe disse: “terás um filho, chamar-se-á Dhritarashtra. Porém, porque fechaste os olhos ao me ver, teu filho nascerá cego”. A segunda, prevenida, manteve os olhos abertos, mas foi tão sensível ao meu cheiro que sua face perdeu a cor. E lhe disse: “terás um filho, mas ele nascerá branco, será chamado Pandu, o Pálido”.
Naquele tempo, um rei não podia ser cego, e uma pele branca não era sinal de inteligência nem de saúde. Foi por isso que Vyasa precisou ter mais um filho, com uma serva. Mas Vidura, filho de uma serva, não poderia ser rei, e passou a vida dando conselhos que nunca foram ouvidos.
Vyasa retornou ao encontro de Shri Ganesha e do menino, que os acompanhava desde o principio da história.
Passaram-se vinte anos. Cuidados por Bhishma e Satyavati, os dois irmãos reais atingiram a idade adulta. Cego, Dhritarashtra não podia pretender ao trono. Por isso, coroou-se Pandu, embora fosse o segundo filho.
- Pandu casou-se? – perguntou o menino.
- Sim. Bhishma escolheu para ele duas moças, Kunti e Madri. Veja.
Vyasa apontou para o rio, e lá, eles viram uma jovem caminhando lentamente. Por vezes, olhava para o céu. Depois, parecia procurar no chão um objeto perdido.
- É Kunti. – disse Vyasa – Sem saber, leva em seu ventre o destino de toda a terra. Será a mãe daqueles que serão chamados os filhos de Pandu, os Pândavas, os cinco irmãos. Filhos maravilhosos, sem os quais não estaria aqui, e cuja a vida te contarei.
- Por que ela olha tanto para o sol? – indagou Shri Ganesha.
- É um segredo, um segredo fundamental.


Continua na próxima quinta: O segredo de Kunti

1.03.2007

Considerações: Cultura Sahaja

Hoje estava assistindo a um programa no Futura (por sinal, um bom canal)... e vi uma definição de cultura que me fez repensar na essência disso tudo, inclusive do blog.
“Cultura é a manifestação do conhecimento de um povo. Criada, transmitida por diversos meios, e recriada por seus membros”.
Entendo a cultura sahaja como toda manifestação que desperte o espírito, leve a introspecção ou construa um sentido de identidade ao coletivo sahaja. As duas primeiras podem vir de qualquer pessoa, época, credo ou raça. Afinal, a essência de sahaja é a luz viva do espírito está em todo ser humano. Obviamente, o coletivo Sahaja torna essa possibilidade mais constante, o que nos leva a terceira manifestação.
A criação da cultura sahaja é incrível. Shri Mataji dedica duas noites em cada Puja Internacional para a cultura. E essa cultura sahaja é representada por diferentes formas, sem estar limitada a um modelo nacional específico, ela é universal e de livre criação. Ela é transmitida nos encontros internacionais, nos nacionais, pela Internet, através de presentes individuais e coletivos. Mas podemos ir além na criação e transmissão dessa cultura, pois isso significa ampliar a manifestação do conhecimento.
Manifestar um conhecimento é fazer dele algo vivo, sendo absorvido e recriado pelos membros do grupo. O que nos leva novamente a essência da cultura sahaja, que deve ser viva nos atos e criações dos seus membros.
Isso pode parecer complexo. O fato é que se torna um incentivo para continuar o blog e acreditar nele como ferramenta de transmissão do conhecimento sahaja, que se cria e recria a cada dia.


Nota: vou passar a investir mais em informação jornalística por aqui também...

1.02.2007

2007 chegou

Estamos de volta!!!
Depois de uma semana literalmente curtindo a natureza nas belas praias de Parati, acampando, cozinhando na fogueira, escorregando na trilha... tudo com uns irmãos sahajas e sempre acompanhado de café com um pedacinho de bolo.
So well. Que venha 2007 e que possamos ter mais cultura sahaja pra compartilhar.